Esta é uma lista de pesquisas eleitorais para a eleição estadual de 2026 no estado do Amapá. Desde as eleições de 2022, empresas de pesquisa de opinião publicam informações que rastreiam a intenção de voto para a eleição para governador e senador em 2026. Os resultados estão listados abaixo em ordem cronológica reversa. Todos os cenários se referem a pesquisas estimuladas, quando uma lista de candidatos é apresentada ao entrevistado.

Contexto As pesquisas eleitorais realizadas no Amapá ao longo de 2026 apresentaram quantidade significativa de levantamentos em relação ao eleitorado do estado, envolvendo diferentes institutos, contratantes e metodologias. Em levantamento atualizado em 18 de agosto com base nos registros do sistema PesqEle, estavam contabilizadas 17 pesquisas referentes ao estado, realizadas por nove institutos, com custo declarado total de R$ 782.550,00 e previsão de 19.162 entrevistas. A mediana das amostras era de 1.030 entrevistados por pesquisa. O Instituto Veritá concentrava o maior número de registros, com cinco pesquisas, seguido pelo Instituto Paraná Pesquisas, com três, e por F5 Pesquisas e Consultoria e Real Time Big Data, com dois cada. Os levantamentos registrados no estado utilizaram métodos de coleta distintos. O Paraná Pesquisas realizou levantamento com entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais, enquanto o Real Time Big Data registrou pesquisas que combinaram entrevistas realizadas por entrevistadores humanos e recursos de inteligência artificial, com abordagens telefônicas e digitais. A AtlasIntel utilizou coleta aleatória por questionário estruturado na internet, seguida de pós-estratificação da amostra de acordo com as características do eleitorado amapaense. A F5 Pesquisas, por sua vez, registrou metodologia baseada em amostragem estratificada por cidade, bairro e setor censitário, além de controles por sexo, idade, escolaridade, renda familiar e religião. A diversidade dos levantamentos também se refletiu nos tamanhos das amostras e na abrangência territorial. O Paraná Pesquisas realizou, em março, entrevistas com 1.220 eleitores distribuídos por 15 municípios do Amapá, enquanto seu levantamento de julho utilizou 1.100 entrevistas. Já o Real Time Big Data utilizou 1.600 entrevistados em seu levantamento de julho, enquanto pesquisas da Veritá empregaram amostras de 1.030 pessoas. A produção das pesquisas foi acompanhada por questionamentos perante a Justiça Eleitoral, mas, ao menos nos casos localizados, as controvérsias não resultaram em uma suspensão definitiva de levantamento estadual. Um dos principais processos envolveu a pesquisa AP-00767/2026, do Instituto Paraná Pesquisas. O Diretório Regional do Republicanos no Amapá pediu a suspensão da divulgação alegando inconsistências metodológicas, entre elas a ausência de determinado cenário de primeiro turno para governador, possível ocorrência de efeito priming, utilização dos prenomes dos candidatos e deficiências no sistema de controle interno da pesquisa. O Tribunal Regional Eleitoral do Amapá julgou improcedente a representação e confirmou a regularidade do registro da pesquisa. Na decisão, o tribunal entendeu que a legislação não estabelece um formato obrigatório para os questionários e que a ordem das perguntas ou a utilização de determinados nomes não configurava, por si só, ilegalidade objetiva. O acórdão também considerou que alegações relacionadas ao chamado efeito priming, quando baseadas em divergências metodológicas ou acadêmicas, não justificavam a intervenção judicial na ausência de elementos objetivos que demonstrassem fraude ou vício grave. O TRE-AP ressaltou, ainda, que o uso de prenomes popularmente conhecidos e a auditoria de parte das entrevistas eram compatíveis com os requisitos de fiscalização e fidedignidade do levantamento. A decisão relativa à pesquisa AP-00767/2026 estabeleceu, assim, uma distinção entre irregularidade jurídica e divergência metodológica. O tribunal reconheceu a autonomia científica dos institutos para definir determinados aspectos dos questionários e dos procedimentos de coleta, reservando a intervenção judicial para situações em que haja elementos objetivos de ilegalidade ou comprometimento grave da pesquisa. O levantamento havia sido realizado pelo Paraná Pesquisas entre 12 e 15 de março, com 1.220 eleitores de 15 municípios, margem de erro de 2,9 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A diversidade dos métodos também pode ser observada nos registros de pesquisas posteriores. O levantamento do Paraná Pesquisas de julho, registrado sob o número AP-02651/2026, entrevistou 1.100 eleitores entre 18 e 20 de julho e foi realizado por meio de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais. O Real Time Big Data, em pesquisa registrada sob o número AP-07630/2026, entrevistou 1.600 eleitores e declarou uma combinação de entrevistas por abordagens telefônicas e digitais, com participação de entrevistadores humanos e recursos de inteligência artificial. A existência de métodos diferentes não significa, por si só, que um levantamento seja considerado mais ou menos válido, uma vez que sua avaliação depende do plano amostral, da ponderação, da coleta e dos demais procedimentos declarados e fiscalizados. A regulamentação eleitoral exige que as pesquisas destinadas ao conhecimento público sejam registradas previamente no sistema PesqEle e estabelece informações que devem ser disponibilizadas para permitir sua fiscalização. Entre os dados registrados estão metodologia, plano amostral e ponderação, margem de erro, intervalo de confiança, sistema interno de controle, questionário e informações sobre municípios e bairros abrangidos. O Portal de Dados Abertos do TSE disponibiliza, para as eleições de 2026, arquivos referentes às pesquisas, contratantes, pagantes, notas fiscais, questionários e detalhamento territorial, com atualização diária a partir do sistema PesqEle. Assim, as pesquisas eleitorais no Amapá em 2026 caracterizaram-se pela participação de nove institutos, por diferentes métodos de coleta e por amostras geralmente próximas de mil eleitores, embora alguns levantamentos tenham abrangido amostras maiores e diversos municípios. A fiscalização judicial produziu uma controvérsia relevante sobre a autonomia metodológica dos institutos, mas, no principal caso localizado, o TRE-AP rejeitou a tentativa de suspender a pesquisa e confirmou a regularidade de seu registro. O episódio demonstra que o controle judicial das pesquisas não se confunde com a escolha de uma metodologia específica como obrigatória: na ausência de prova objetiva de fraude ou vício grave, o tribunal preservou a autonomia técnica do instituto responsável pelo levantamento. Dessa forma, as pesquisas do Amapá em 2026 constituem também um exemplo de atuação judicial voltada ao controle da legalidade e da transparência, sem substituição das escolhas metodológicas dos institutos pela Justiça Eleitoral.

Governador (turno único)

2026

Senador

2026

Agosto – Outubro

Abril – Julho

Fevereiro – Março

Notas e referências

Notas

Referências