A explosão no Jaguaré em 2026 foi uma explosão seguida de incêndio ocorrida na tarde de 11 de maio de 2026 no bairro do Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo, no Brasil. A ocorrência atingiu a comunidade Nossa Senhora das Virtudes II e imóveis vizinhos, deixando um morto e três feridos, além de danificar pelo menos 46 imóveis, dos quais dez ficaram completamente destruídos. Segundo informações divulgadas pela Sabesp, a explosão ocorreu durante uma obra de remanejamento de tubulação de água, quando uma rede de gás encanado foi atingida. As causas da ocorrência permaneciam sob investigação pelas autoridades competentes e pelas empresas envolvidas. A ocorrência mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros de São Paulo, da Defesa Civil, do SAMU, da Comgás, da Sabesp, da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) e do Ministério Público do Estado de São Paulo.

Explosão A explosão ocorreu na comunidade Nossa Senhora das Virtudes II, nas proximidades da Rua Floresto Bandecchi e da Rua Doutor Benedito de Moraes Leme. Segundo a Sabesp, equipes da companhia realizavam uma obra de remanejamento de tubulação de água quando uma rede de gás encanado foi atingida durante o serviço. O Metrópoles informou que a tubulação de gás foi atingida por volta das 15h15 e que o vazamento foi contido pela Comgás por volta das 15h40. O Corpo de Bombeiros informou que a ocorrência foi registrada por volta das 16h10. Imagens divulgadas pela imprensa mostraram casas destruídas, telhados arrancados, escombros e fumaça na região. Moradores relataram tremores e janelas quebradas em imóveis próximos, incluindo condomínios vizinhos.

Danos e vítimas O balanço divulgado pela Defesa Civil apontou pelo menos 46 imóveis danificados, dos quais dez ficaram completamente destruídos, e cerca de 160 pessoas afetadas pela explosão. Em balanços anteriores, a imprensa havia noticiado ao menos dez casas diretamente atingidas e mais de trinta imóveis destruídos ou danificados, números que foram posteriormente atualizados pelas autoridades. A explosão deixou um homem morto no local e três pessoas feridas, entre elas um funcionário da Sabesp. Segundo o SBT News, dois feridos permaneciam internados no Hospital Universitário e outro em um hospital de Osasco; o paciente internado em Osasco foi intubado e permanecia em estado grave, porém estável, enquanto os demais apresentavam escoriações, fraturas ou quadro estável. Moradores de um condomínio próximo e de outras casas atingidas, com janelas danificadas, foram orientados pela Defesa Civil e pelo Corpo de Bombeiros a deixar os imóveis e aguardar a realização de vistoria técnica.

Resposta O Corpo de Bombeiros deslocou doze equipes para o local da ocorrência. Segundo a Band, a explosão foi seguida de incêndio e pelo menos três pessoas ficaram feridas, tendo a ocorrência atingido uma casa situada atrás do Condomínio Morada do Parque. A Veja São Paulo noticiou que duas vítimas foram socorridas e encaminhadas ao Pronto-Socorro de Osasco, enquanto equipes da Defesa Civil monitoravam a área afetada. De acordo com a imprensa brasileira, as equipes de emergência isolaram o perímetro devido ao forte odor de gás e ao risco de novos vazamentos. O portal R7 informou que ao menos seis casas foram atingidas pela detonação. A ocorrência teve repercussão internacional. A Reuters noticiou que uma possível explosão de gás danificou várias casas em São Paulo e mobilizou doze viaturas dos bombeiros. Em Portugal, a RTP noticiou a explosão como um incidente seguido de incêndio que provocou um morto, três feridos e danos em pelo menos dez casas, num balanço ainda provisório.

Assistência aos moradores Na noite de 11 de maio, Sabesp e Comgás anunciaram o pagamento emergencial de R$ 2 mil às famílias afetadas pela explosão. As empresas também informaram que prestariam apoio com assistência médica, transporte, hospedagem e serviços veterinários, enquanto fosse realizado o levantamento completo dos prejuízos materiais. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que os prejuízos seriam ressarcidos e que as casas seriam recuperadas. Segundo a imprensa, ele convocou uma reunião no Palácio dos Bandeirantes com órgãos públicos e empresas envolvidas para discutir acolhimento às famílias, medidas de segurança e apuração de responsabilidades.

Investigação As causas da explosão passaram a ser apuradas pelas autoridades e pelas empresas envolvidas. Em nota conjunta, Sabesp e Comgás afirmaram que colaboravam com as investigações e que seria realizado um levantamento dos danos materiais para pagamento integral dos prejuízos. O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, informou que a perícia seria realizada pelo Instituto de Criminalística, com apoio técnico do Instituto de Pesquisas Tecnológicas. A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo também enviou equipes ao local e informou que solicitaria às empresas documentos, registros operacionais e informações sobre a manutenção realizada. Segundo o governo estadual, caso fossem constatadas falhas, descumprimento de normas ou responsabilidade de empresa fiscalizada, seriam adotadas medidas regulatórias e sancionatórias cabíveis. A Defesa Civil iniciou, na manhã de 12 de maio, uma vistoria técnica nos imóveis atingidos, com o objetivo de avaliar as condições estruturais das edificações e levantar os danos provocados pela explosão. Integrantes do Ministério Público de São Paulo também anunciaram visita ao local, e o procurador-geral de Justiça determinou a mobilização do Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência para prestar apoio aos atingidos.

Possível causa O Corpo de Bombeiros informou inicialmente que a ocorrência podia ter relação com problemas em uma tubulação de GLP. Outras fontes jornalísticas citaram a suspeita de vazamento de gás ou de problema em tubulação de gás, mas ainda sem conclusão pericial. Segundo a Polícia Militar, equipes da Comgás realizavam manutenção no sistema de gás encanado na área atingida quando ocorreu a explosão. A reportagem do G1 informou que a explosão ocorreu por volta das 16h10 na Rua Floresto Bandecchi, nas proximidades da Rua Doutor Benedito de Moraes, e que, de acordo com informações preliminares, o caso tinha relação com uma tubulação de gás.

Consequências Em 13 de maio de 2026, o governo de São Paulo suspendeu mais de 30 obras da Sabesp após a explosão no Jaguaré. Em 22 de maio de 2026, os moradores afetados pela explosão realizaram um protesto contra o encerramento do contrato que garantia hospedagem em hotéis para as famílias desalojadas. Após serem informados de que precisariam deixar hotéis pagos por Sabesp e Comgás, os manifestantes bloquearam a Avenida Presidente Altino e atearam fogo em objetos na via. As pistas foram liberadas por volta das 20 horas após o fim do ato. Em 25 de maio de 2026, o governo de São Paulo informou que a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) iniciou uma força-tarefa de fiscalização voltada às obras realizadas em locais onde existam tubulações de mais de uma concessionária. Em 4 de junho de 2026, uma escavadeira da Sabesp danificou um encanamento e causou outro vazamento de gás durante uma manutenção emergencial realizada por uma equipe da companhia na Rua Doutor Teodoro Baima, na República, no Centro de São Paulo. O acidente aconteceu quase um mês depois de uma explosão no Jaguaré e três dias depois de novo protocolo de segurança anunciado pela companhia. Moradores e trabalhadores da região deixaram os prédios vizinhos às pressas após sentirem o forte cheiro de gás. Em 9 de junho de 2026, o Ministério Público de São Paulo instaurou um inquérito civil estrutural para apurar os protocolos de segurança adotados pela Sabesp após a explosão no Jaguaré.

Referências