​ O assassinato de Jeferson de Souza Santos, morador de rua de 23 (ou 24) anos de idade, natural de Alagoas, ocorreu após ele ser morto por disparos de fuzil feitos pelos policiais militares Alan Wallace dos Santos Moreira e Danilo Gehrinh na região central da cidade de São Paulo, no dia 13 de junho de 2025, em uma ocorrência que ganhou repercussão nacional. O caso suscitou debates sobre violência policial, discriminação contra a população em situação de rua, favorecimento institucional e a necessidade de políticas públicas que garantam dignidade e proteção aos mais vulneráveis. O corpo de Jeferson permaneceu no Instituto Médico Legal por mais de dois meses, sem que suas irmãs, que vivem em Craíbas, Alagoas, tivessem condições de custear o translado por cerca de 15 mil reais estimados.

Vítima Jeferson era natural do interior de Alagoas, viveu em situação de rua em São Paulo, e tinha aproximadamente 23 ou 24 anos; havia deixado Alagoas por volta de 2019 após a morte da mãe e, em São Paulo, chegou a trabalhar em pizzarias antes de se tornar vulnerável e desabrigado.

Assassinato Na noite de 13 de junho de 2025, no Viaduto 25 de Março, em região central de São Paulo, Jeferson foi abordado por policiais militares Alan Wallace dos Santos Moreira e Danilo Gehrinh; ele se encontrava descendo de uma árvore e foi levado para um local de pouca visibilidade, atrás de uma pilastra, onde foi atingido por três disparos de fuzil mesmo sem oferecer resistência. Jeferson foi levado ao pronto-socorro da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, mas não resistiu aos ferimentos.

Prisões e denúncia As imagens das câmeras corporais dos policiais Alan Wallace dos Santos Moreira e Danilo Gehrinh desmentiram a versão inicial de tentativa de subtração da arma, mostrando que Jeferson estava desarmado, com as mãos para trás, chorando e em posição de rendição. Os policiais foram presos preventivamente pela Corregedoria da PM, permanecendo detidos no Presídio Militar Romão Gomes. O Ministério Público de São Paulo denunciou os PMs por homicídio doloso qualificado, com as qualificadoras de motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima. A justiça aceitou a denúncia, e os policiais se tornaram réus; em 22 de julho, foi decretada a prisão preventiva dos agentes.

Referências