Mattos afirma que Santos não aproveitou Neymar comercialmente: ‘Maior pecado’

Candidato vê falta de planejamento com o jogador mas gostaria de conter com o camisa 10. Crédito: Edição: Júlia Pereira

Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

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O Santos foi condenado pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nesta quarta-feira, 23, por conta de uma dívida de mais de R$ 18 milhões com o Cuiabá.

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O valor de R$ 18.616.377,46 cobrado é referente a ida do zagueiro Joaquim do clube mato-grossense ao time alvinegro, em 2023, e a revenda do atleta para o Tigres, do México, onde atua até hoje.

De acordo com o Cuiabá, a última parcela da negociação venceu em janeiro do ano passado. A equipe também afirma que “abriu mão de parte relevante do que tinha a receber”, mas que os paulistas só efetuaram o pagamento de uma das novas cinco prestações.

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Joaquim Henrique, zagueiro de 27 anos, na época em que atuou pelo Santos Foto: Raul Baretta/Santos FC

“Sentença não paga salário. O que o clube espera agora é o pagamento imediato. O Cuiabá deixa registrado desde já que não aceitará em silêncio o uso de recursos e expedientes processuais com o único objetivo de adiar mais uma vez o que é devido há quase dois anos”, escreveu em comunicado nas redes sociais.

A nota dos mato-grossenses também cobra dívidas de outros clubes do futebol brasileiro, como Corinthians, Grêmio e Sport. Sobre o time do Parque São Jorge, a equipe da segunda divisão nacional diz que a parcela de julho da venda do volante Raniele, em negócio que já entrou no plano coletivo da CNRD, está vencida.

“Se o Corinthians estivesse ameaçado de perder três pontos na tabela, esse dinheiro já tinha saído de algum lugar. O Santos e o Vasco, que também deu um calote gigantesco, vão permanecer na Série A esse ano através de um estelionato esportivo”, falou Cristiano Dresch, presidente do Cuiabá.
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Cristiano Dresch, presidente do Cuiabá Foto: Divulgação/AssCom Dourado
Em comunicado oficial, o Santos criticou a ação do Cuiabá em trazer o ocorrido a público. “A exposição pública do caso não contribui para a sua solução, uma vez que não altera os trâmites legais a serem adotados. O Santos FC entende a preservação das relações institucionais entre as agremiações é fundamental para a construção de soluções verdadeiramente sustentáveis para o futebol brasileiro.”
Segundo o Parecer do Conselho Fiscal do clube do litoral paulista, a equipe finalizou o primeiro semestre de 2026 com um déficit acumulado de R$ 119,7 milhões. A dívida total, até junho, subiu para R$ 1,24 bilhão.
O balancete afirma que o time teve receitas acima do previsto para o período (R$ 126,4 milhões contra os R$ 91,4 milhões estimados), mas que os custos ultrapassaram os R$ 108 milhões planejados, atingindo o valor de R$ 165 milhões.
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Uma das razões pelo déficit foi o aumento da folha salarial, estimada para R$ 57,2 milhões e que alcançou a marca de R$ 74,2 milhões. Diante da luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro, o Santos anunciou a chegada de cinco jogadores na última janela de transferências: Rodinei, Arthur, Lima, Everton Cebolinha e Philippe Coutinho.
No momento, a equipe de Neymar e do técnico Cuca ocupa a oitava posição do torneio, com 38 pontos, graças a uma sequência de quatro vitórias nas últimas rodadas. o Santos volta a campo no dia 02 de outubro, às 20h (de Brasília), quando encara o São Paulo no MorumBis.
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