O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, nesta quinta-feira (17/9), um decreto que reajusta em 15% os benefícios do programa Bolsa Família. A medida, segundo o governo, corrige a inflação acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026, para recompor o poder de compra dos beneficiários.Com o decreto, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. Já o valor médio — que leva em consideração a soma dos benefícios — sai de R$ 675 para R$ 777. Ou seja, um aumento de cerca de R$ 100.O valor atualizado começa a ser depositado na conta dos beneficiários em outubro. Segundo o calendário, os pagamentos começam no dia 19 e vão até 30, seguindo a ordem do último dígito do Número de Identificação Social (NIS). Leia também Igor GadelhaLíder do PL reage a reajuste do Bolsa Família por Lula a 17 dias da eleição BrasilBolsa família: governo justifica reajuste por revisão em previdência BrasilA 17 dias do 1º turno das eleições, Lula anuncia reajuste no Bolsa Família Veja as datas:NIS final 1: 19 de outubroNIS final 2: 20 de outubroNIS final 3: 21 de outubroNIS final 4: 22 de outubroNIS final 5: 23 de outubroNIS final 6: 26 de outubroNIS final 7: 27 de outubroNIS final 8: 28 de outubroNIS final 9: 29 de outubroNIS final 0: 30 de outubroOs valores reajustados do Bolsa Família, que começam a vigorar em outubro de 2026, são os seguintes:Benefício de Renda de Cidadania de R$ 164,00 por integrante;Benefício Complementar de até R$ 691,00 para famílias cuja renda total não atinja esse patamar;Benefício Primeira Infância de R$ 173,00 por criança com até sete anos incompletos;Benefício Variável Familiar de R$ 58,00 por integrante que se enquadre nas situações especificadas no regulamento.ImpactoSegundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o impacto orçamentário da medida é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22 bilhões no próximo ano.O titular da pasta também garantiu que há espaço fiscal para comportar o reajuste. Segundo ele, ações de combate às fraudes no âmbito do programa e a revisão de despesas permitiram a ampliação dos valores sem causar efeito nas metas fiscais.Moretti ressaltou também que a medida está de acordo com a legislação. “A lei do Bolsa Família nos concede uma autorização para fazer a reposição inflacionária para garantir o poder de compra dos beneficiários”, destacou o ministro.








