Goiânia – Morreu o segundo bebê da gestante Adriana Inácio Silva, de 43 anos, que faleceu após ser atendida em unidades de saúde de Porangatu, no norte goiano. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (14/9).Adriana estava grávida de gêmeos e, inicialmente, após passar mal procurou atendimento no Hospital Municipal de Porangatu. Segundo a família, a gestante apresentava dores, enjoo e outros sintomas. Ela recebeu atendimento e foi liberada após receber medicação.Ainda conforme os familiares, a mulher retornou à unidade de saúde na terça-feira (8/9), relatando que continuava passando mal e que não sentia os movimentos dos bebês. Ela foi encaminhada ao Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), onde chegou em estado grave. Leia também MundoJovem grávida de 16 semanas morre escalpelada em kart nos Estados Unidos Minas GeraisGrávida de 8 meses e bebê morrem em hospital de MG; polícia investiga Minas GeraisGrávida e bebê morrem em hospital de MG à espera de obstetra São PauloLinchada na rua: grávida morre após ser agredida e queimada viva em SP Cesariana de emergênciaNo HCN, Adriana foi submetida a uma cesariana de emergência. Um dos bebês foi retirado sem vida. O segundo nasceu com vida, mas precisou ser internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal.A mãe também foi encaminhada à UTI após o procedimento, mas morreu na quinta-feira (10/9). De acordo com a família, ela teria sofrido complicações associadas à pré-eclâmpsia e à síndrome de HELLP, condição grave que pode ocorrer durante a gestação e envolve alterações na pressão arterial, no fígado, nas plaquetas e na coagulação.O segundo bebê permaneceu internado, mas não resistiu às complicações e morreu posteriormente. As informações sobre a causa da morte da criança ainda não foram detalhadas.Investigação apura atendimentoA Secretaria Municipal de Saúde de Porangatu informou que instaurou uma sindicância administrativa para apurar as circunstâncias do atendimento prestado à gestante no Hospital Municipal.O órgão também solicitou à organização responsável pela gestão da unidade documentos, registros médicos e esclarecimentos sobre o caso. A apuração deverá verificar a conduta adotada durante os atendimentos e se houve eventual falha na assistência.A morte de Adriana e dos dois bebês também é acompanhada pela Polícia Civil, que deverá investigar as circunstâncias do caso. Até o momento, não há conclusão oficial sobre eventual responsabilidade criminal.







