Especialistas apontam técnicas de desintoxicação digital, ajustes em notificações e substituição de hábitos para diminuir a dependência de dispositivos eletrônicos

14 set 2026 - 04h58

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- Por: Portal Terra

Resumo

Especialistas sugerem reduzir o tempo de tela adotando hábitos como desativar notificações, estabelecer limites para uso do celular, substituir o tempo online por atividades físicas ou manuais e restringir o acesso às redes sociais por meio de curadoria e ajustes.

Controlar o tempo de tela exige ajustes de rotina, desativação de notificações e estabelecimento de limites físicos de distância do celular. A redução do tempo conectado combate a sobrecarga mental e previne quadros de ansiedade provocados pelo excesso de estímulos digitais.

Foto: Imagem: gerada por IA / Portal Terra / TerrAI

O uso contínuo de aparelhos móveis interfere em atividades cotidianas como o sono, a convivência familiar e a realização de exercícios físicos. De acordo com especialistas em saúde mental, a necessidade frequente de checar mensagens decorre do receio de perder acontecimentos no ambiente virtual.

Em 2022, existiam no Brasil cerca de 242 milhões de smartphones em uso para uma população de 215,1 milhões de pessoas, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas e do IBGE.

Quais hábitos ajudam a diminuir o uso do celular?

Estabelecer períodos sem aparelhos nos momentos livres e deixar o telefone em outro cômodo da casa constituem os primeiros passos recomendados. Essa prática interrompe a resposta automática de checar a tela a cada instante.

Segundo Felipe Botelho, psicólogo do Grupo de Dependências Tecnológicas do Hospital das Clínicas da USP, reconhecer o comportamento em desequilíbrio é a etapa inicial. "Reconhecer é o primeiro passo", afirma Felipe Botelho, destacando que afastar o telefone ajuda a identificar a dependência dos aparelhos.

Outra orientação é desativar os alertas do sistema operacional. O psicólogo pontua que "as notificações são um gerador de ansiedade" e que desabilitá-las reduz os estímulos de acesso imediato.

Como limitar o impacto das redes sociais?
A curadoria de contas seguidas, o silenciamento de perfis desconfortáveis e a exclusão de aplicativos do smartphone diminuem o tempo de permanência online. O acesso a plataformas exclusivamente pelo computador restringe a rolagem contínua.
Dawn Bounds, professora da Escola de Enfermagem da Universidade da Califórnia em Irvine, defende a filtragem ativa dos conteúdos consumidos. "Trata-se de fazer a curadoria da experiência para si mesmo e não deixar isso apenas nas mãos dos algoritmos, porque eles não têm necessariamente a melhor das intenções em mente", afirma Dawn Bounds.
A professora Jacqueline Nesi, da Universidade Brown, recomenda não carregar o telefone no quarto durante a noite e cessar o uso dos aparelhos uma hora antes de dormir.
Quais atividades substituem as telas nos momentos de tédio?
A prática de esportes que exigem foco total, como natação e tênis, além de meditação e instrumentos musicais, ocupa o tempo sem recorrer ao ambiente digital. Essas ocupações oferecem estímulos alternativos ao cérebro.
A neurocientista Claudia Feitosa-Santana explica que o cérebro desenvolve dependência dos estímulos gerados pelo uso frequente dos celulares. A substituição por atividades manuais ou físicas auxilia na quebra do ciclo de dependência.
Felipe Botelho também sugere o uso de mídias passivas, como a televisão ou o computador, que exigem menos interação direta do que os smartphones e facilitam a delimitação dos horários de consumo.
Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial e editado pelo nosso time de jornalistas.
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